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Políticos e juristas psicopatas – A ruína brasileira

O Brasil apresenta sintomas da neuropatia periférica, doença que acometeu o cantor Eric Clapton. No corpo humano é uma condição que afeta os nervos periféricos, responsáveis por encaminhar informações do cérebro e da medula espinhal para o restante do corpo. Em geral causa a perda de sensibilidade, debilidade e atrofia muscular; o que também dificulta a andar.

A causa da patologia republicana é silenciosa: o excesso de psicopatas, em especial na política e no judiciário (chamar um político de psicopata é praticamente pleonasmo). Os reflexos são desastrosos. As células dessas classes atuam de maneira histriônica através de ações que causam debilidade e atrofia nacional em todos os órgãos, além de uma total insensibilidade na população. Resultado: o Brasil também não consegue andar.

Um sintoma catastrófico é não nos surpreendermos mais com as decisões imorais, antiéticas, egoístas e negligentes, tomadas no âmbito político/jurídico, que denotam comportamentos assombrosos por não haver qualquer vestígio de culpa. Jornalistas e analistas debatem com naturalidade, por exemplo, nomeações em troca de apoio, como se o objetivo ordinário das nomeações não fosse a competente execução da função pública, primordial para os interesses da sociedade, mas contrapartidas pessoais, corporativas e partidárias.

Quando se fala em psicopatia, a maioria imagina serial killers, genocidas e homicidas, o que é de uma terrível ingenuidade. Psicopatas são comuns entre nós. Atualmente, cerca de um em cada 20 indivíduos é sociopata. O psiquiatra Kevin Dutton, autor do livro “The Wisdom of Psychopaths: What Saints, Spies, and Serial Killers Can Teach Us About Success” listou as classes mais compostas por essas aberrações humanas: a política, a jurídica, CEOs e jornalistas. As mesmas que controlam o destino do país. Precisa desenhar?

Segundo a bíblia de rótulos psiquiátricos (DSN-IV-TR), psicopatas possuem algumas características: 1) dificuldade de aceitar normas sociais; 2) desonestidade e manipulação; 3) impulsividade; 4) hostilidade e irritabilidade; 5) corriqueira negligência com sua segurança e a dos outros; 6) irresponsabilidade constante; 7) inexistência de remorso após magoar, maltratar ou roubar pessoas.

Três desses “sintomas” já podem definir um indivíduo como psicopata. Não tenho dúvida que você pensou em algumas pessoas, certo? Inclusive, não se incluiu entre elas. Eles acham o mesmo, pois se consideram normais. Outras características também compõem a personalidade desses abscessos sociais: são egoístas, envolventes e sedutores, dissimulados, frios como gelo, choram quando é preciso, necessitam de estímulos mais do que o normal, e, o ponto principal: são desprovidos de consciência.

Anéis de R$800 mil para a esposa, comitivas internacionais caríssimas, hotéis de luxo, auxílios moradia, superfaturamentos, desvios milionários de verba pública, tributos excessivos, roubo de aposentadorias, habeas corpus parcial, clientelismo, esquema em diretorias de estatais, destruição ambiental, sentenças judiciais vendidas, crimes eleitorais, inchaço da máquina, maldades contra animais, formação de quadrilha, enfraquecimento da segurança pública, esquemas eleitorais, foros privilegiados, verbas partidárias, desemprego, manipulação jornalística, acórdãos por interesse… Quando tudo isso é praticado sem culpa ou remorso – ao contrário, com risadas, prazer e zombaria – mesmo sabendo-se que acarreta o colossal caos social brasileiro com milhares de pessoas diariamente morrendo em filas de hospitais, sem remédio e vivendo sob condições desumanas, como não definir esses indivíduos como aberrações?

Somos vítimas desses especialistas em indiferença e mentiras porque não os percebemos e porque certas profissões estimulam a sociopatia através do condicionamento frenético de emoções, valores, imoralidades e inconsciência. A política é uma escola de psicopatia e dos crimes de colarinho branco não apenas aos partícipes, mas exerce o papel de exemplo para toda a população. Ou você se torna um canalha abjeto, participa dos esquemas e age com frieza e egoísmo ardente, ou simplesmente é banido. A empatia é objeto inexistente, mas na dissimulação é usada como um instrumento essencial.

Os quem se inserem no meio, castos e pudicos apenas em busca de dinheiro, são logo cooptados à devassidão moral, como aludiu Orwell às mudanças causadas pelo poder: “As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco”.

A consciência e o nosso senso de responsabilidade para com os semelhantes permitem que vivamos juntos, em nossas casas e em nosso país com harmonia e cidadania. Eles contribuem para que possamos dar sentido à vida, e funcionam como um separador entre nós e os desejos desprezíveis que afetam a qualidade de vida dos outros.

Por isso, se você olhar para nossa sociedade e por um segundo acreditar que são os psicopatas que estão vencendo, não seja ingênuo. E jamais deseje ter menos consciência. Talvez você ainda não tenha compreendido o que dá verdadeiro sentido à vida. Celebre seu destino por não ser um deles, ou reze para que já não seja.

Rodrigo Batalha é escritor e especialista em neurociência aplicada ao comportamento, controle do medo e alto desempenho – Dicas para mudanças pessoais e profissionais no Instagram e Youtube

 

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